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terça-feira, 8 de março de 2011

Esta com dificuldades de dormir a noite? Veja aqui o porquê

Foi divulgado nesta última segunda-feira um estudo nos Estados Unidos, informando sobre a dificuldade que as pessoas estão tendo em dormir devido ao uso de aparelhos eletrônicos antes de fazê-lo.

O estudo realizado pela Fundação Nacional do Sono informou que 95 por cento dos nortes americanos vêem televisão, usam laptops, utilizam o telefone ou até mesmo jogam videogames.

Segundo Charles Czeisler, da Escola Médica de Harvard, falou que; “O estudo revela que as telas que emitem luzes são utilizadas de forma intensa durante o momento crucial antes de dormir”

Também comentou que; “A invasão destas tecnologias que alertam tanto nos quartos pode contribuir na alta proporção de pessoas que responderam que dormem menos do que precisam”

Com um brilho muito intenso das telas de aparelhos portáteis e de monitores a liberação do hormônio que libera o sono, a melatonina, não consegue entrar no estagio de descanso, pois se encontra com o uso intenso dos aparelhos eletrônicos sempre em estado de alerta, assim faz com que se torne mais difícil conciliar o sono.

Durante a pesquisa, foi mostrado que 13 pessoas há 64 anos, sentem que raramente ou nunca tem uma noite de sono completa durante uma semana de trabalho, isso em números percentuais para a pesquisa fica em 43 por cento das pessoas.

Porque a pesquisa mostrou o índice nas pessoas mais velhas; porque elas são mais propensas a ver televisão, enquanto os mais jovens saem para festas, ou optam por estar à frente de videogames, computadores ou smartphones, isso tudo de acordo com o estudo.

Segundo os pesquisadores, o uso de computadores, videogames e até mesmo smartphones é mais estimulante do que ver passivamente televisão e assim, dificultando mais à hora do sono, ou seja, para que tenhamos uma bela noite de sono e assim, um bom descanso, devemos evitar ficarmos algumas horas antes de irmos dormir, a frente de aparelhos eletrônicos, para que nosso sistema corporal possa trabalhar perfeitamente e assim prepara nosso estado psíquico na hora do sono.

domingo, 6 de março de 2011

Livrarias dos EUA lutam para sobreviver


As duas maiores livrarias dos Estados Unidos lutam para sobreviver. A Borders decretou concordata na semana passada, fechou 200 de suas lojas, demitiu um terço dos funcionários e está em estado terminal. A concorrente Barnes&Noble também corre o risco de seguir o mesmo caminho.
O consumo de livros nos EUA se dá principalmente por meio da internet, com o crescimento na venda das versões virtuais das publicações, enquanto as impressas perdem mercado, especialmente nas lojas. Já há quem enxergue um futuro próximo no qual as livrarias desaparecerão de muitas cidades americanas. Até Nova York vê as suas lojas de livros fecharem as portas.
No início de janeiro, um funcionário da Barnes&Noble anunciou pelo alto falante o fim da filial do Lincoln Center. 'Obrigado a todos os clientes pelos últimos 15 anos. São oito horas e esta Barnes&Noble está fechando para sempre', afirmou, em meio a vaias dos clientes. Na semana passada, foi a vez da Borders. Entre as 200 megastores com as atividades encerradas, estão a da sede, em Ann Harbor (Michigan), e quatro de suas filiais em Manhattan.
Ao anunciar a concordata, o presidente da Borders, Mike Edwards, afirmou que sua empresa 'não tem os recursos financeiros para se manter como um competidor viável'. As dívidas, estimadas em US$ 1,29 bilhão, superam o patrimônio desta rede de livrarias fundada em 1971.
Na rival Barnes&Noble do Lincoln Center, clientes lamentavam o fechamento, que foi encarado como um funeral. 'Vinha aqui todos os dias ver os lançamentos, ler as revistas. Mas devo admitir que não comprava mais livros', disse um músico do bairro que visitava a loja todos os dias. Era comum ver a loja lotada e as filas curtas. Um vendedor de livros usados a um quarteirão de distância ironizava que seus negócios andavam 'melhor' do que o da gigantesca vizinha, com seus quatro andares de estantes.
Como se estivesse parafraseando o livro Crônica de uma Morte Anunciada, que, para alguns, representa o destino da Borders e da própria Barnes&Noble, o porteiro de um prédio no Upper West Side comentou com o Estado 'que hoje é o dia em que a livraria será fechada'.
Consumidores levaram câmeras e ficaram até o último minuto para registrar o fim de uma livraria que era um dos símbolos do Upper West Side, um dos bairros mais intelectualizados de Nova York. Seria como se a Livraria Cultura fechasse para os moradores dos Jardins, ou a Livraria da Vila para os da Vila Madalena. Durante anos, era comum aos habitantes do bairro saírem de um dos cinemas da região para comprar um livro na Barnes&Noble. Ou então para passar o tempo antes de ir à Ópera, à Filarmônica ou ao Ballet, no Lincoln Center.
O cenário é parecido com o das lojas de CD e das locadoras de vídeo. Em cidades como Nova York existe o temor de que a Barnes&Noble e a Borders cedam lugar às farmácias e lojas de departamento, como ocorreu com a Virgin e a Blockbuster. Inclusive, no lugar da Barnes&Noble do Lincoln Center, será aberta uma Century 21, que vende roupas a preços baixos. O irônico é que as mega livrarias foram, no passado, consideradas culpadas pelo fechamento de outras menores. O filme You''ve got mail (Mensagem para você, em português), com Meg Ryan, registrou justamente o momento em que as gigantes Barnes&Noble e Borders levavam à falência pequenas livrarias.
Motivos. Quatro fatores contribuem para o enfraquecimento das livrarias nos EUA. O primeiro deles é a difusão de e-readers como o Kindle e o iPad. Segundo a Amazon, são vendidos 115 livros virtuais para cada 110 impressos - a empresa não divulga os valores brutos, apenas a relação entre os dois.
Segundo a Association of American Publishers, que reúne as principais editoras dos EUA, a venda de livros virtuais para e-readers cresceu 164,8% (em valores anualizados) em dezembro de 2010, quando comparado ao mesmo mês no ano anterior, e já representa mais de 8,34% do mercado de livros -, mais do que o dobro em relação a 2009. Em 2002, era apenas 0,05% do total. A tendência, segundo a entidade, é de um crescimento maior com a proliferação de computadores, tablets e e-readers mais avançados. Já o faturamento com livros físicos teve seu pior resultado desde 2004 - levando em conta que os EUA estavam em recessão em 2008 e 2009.
O segundo fator que tem afetado as livrarias é a venda de livros impressos pela internet. Em vez de ir até uma loja comprar um título, consumidores passaram a encomendá-los nos sites como o da Amazon e da própria Barnes&Noble. Lamentando e admitindo essa tendência, o escritor e crítico literário Scott Eyman afirmou que 'nunca foi difícil comprar um livro que já queríamos, e agora está ainda mais fácil e mais barato. Mas será cada vez mais complicado comprar um livro que não sabíamos que queríamos até nos depararmos com ele. E esta sempre foi a função da livraria, que te permitia descobri-los.'
A entrada de hipermercados como o Wall Mart no mercado de livros também foi um duro golpe na Barnes&Noble e na Borders, e seria o terceiro fator responsável pelo fim das livrarias. Com foco em best sellers e vendas por meio da internet, o gigante varejista tem conseguido roubar o mercado não apenas das livrarias como também da própria Amazon. O quarto e último responsável pela má situação das livrarias é a administração.
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Mesmo com a "proliferação" dos "livros eletrônicos", não troco o cheiro de um livro novo pela tela de um IPad, por exemplo.
Agora, em nossa cidade, infelizmente não há livrarias (a não ser a Nobel, que está chegando), então só me resta comprar via internet.